quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cultura... Com prazer...



O prazer em estudar/aprender está no simples fato de querer ter conhecimento. Estar em um meio onde não se conhece o que é vivido é muito ruim, desta forma as pessoas buscam a cultura, sendo essa hipótese para casos simples como vivência e aprendizado cotidiano. Entretanto, é a necessidade de acrescentar em sua vida um conhecimento mais profundo, logicamente em um meio agradável a seu ver, o principal motivo para se ter prazer nessa relação, enquanto diversos aspectos desfavorecem a situação do ensino tornando mais precário.


O que ocorre é a dificuldade em mostrar aos pequenos estudantes, estes citados como futuro da nação, a importância de se adquirir este conhecimento, tendo em vista o fato de termos vivência suficiente para sabermos que quanto mais cultura melhor, mais “futuro na vida”.


Os diversos aspectos mostrados como obstáculos para um ensino de qualidade, como por exemplo, a falta de verba das escolas, pouca alimentação, dificuldade de acesso, entre outras, é sim de suma importância corrigi-los, como prova disso podemos observar a diferença de conhecimento em um aluno do subúrbio da cidade com o aluno de um bairro nobre da zona sul. Se fizermos um comparativo vamos observar o aluno do subúrbio que quer e gosta de aprender não tem tanto conhecimento quanto um aluno que não quer nada com estudos, estuda só por que tem que passar de ano.


Mas o que percebemos é a inexistência de uma fórmula exata para se ter prazer no aprendizado, é algo que cada um tem como interesse particular - tenho vontade de aprender isto e ponto – Esse prazer está diretamente relacionado, como já citado, em querer estar em um meio. O fato é que isso só acontece, na maioria das vezes, quando se tem a necessidade de aprender uma profissão, por tanto na faculdade, e mesmo assim ainda há uma matéria ou outra que não gostamos e não demonstramos nenhum interesse.


É aí que percebemos o conflito nessa relação que parece se tornar prazerosa tarde de mais, quando pequenos estudamos porque temos que estudar, quando jovens estudamos porque precisamos, e quando adultos estudamos pelo, finalmente, PROUVER.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Em busca de que?


Todos temos sonhos, ideais e anseios, mas o que buscamos em todas as nossas conquistas é a felicidade, sempre querendo estar satisfeitos com aquela realização e o sentimento de alívio que logo é dominado pelo sentimento de vazio.

Essa situação se dá pelo fato de estarmos sempre em busca de algo mais. Ninguém consegue encontrar a felicidade eterna, estamos sempre vivendo em um vai e vem de emoções e sentimentos. O mais difícil é aceitar isso.

Por sempre querermos estar próximos dessa felicidade, e nunca sabermos defini-la, vivemos em uma verdadeira “cruzada” em busca de algo que não existe na sociedade em que vivemos, atenção, não estou dizendo que a felicidade não existe, apenas afirmando que a busca deste ápice é infrutífera. A sociedade não pode nos fornecer mais que um mundo onde o consumo está intimamente ligado a felicidade, um shopping é a melhor maneira de curar uma depressão, a felicidade está em comer aquele hambúrguer do Mc Donald’s, ou em tomar aquela garrafa de Coca-Cola. Assim funciona enquanto deveria nos incentivar a ver a felicidade nas pequenas coisas, nos raros momentos, nas fotos de infância.

Esse ideal de felicidade nos gera um sentimento contrário, a nossa capacidade de lidar com o conflito “felicidade X depressão” diminui, o que nos comete a um distanciamento cada vez maior da felicidade.

O índice de jovens depressivos aumentaram expressivamente, cerca de 1,5% das crianças brasileiras sofrem de depressão. Entre os adolescentes, a incidência aumenta para 8%.

Os estudos são bem interessantes para os curiosos e vale ressaltar que qualquer um pode ser alvo da depressão.

Por tanto, busque a felicidade no dia a dia, sinta-se feliz em estar em casa no fim de um dia cansativo de trabalho, e descubra que a felicidade está mais próxima de você do que imagina...
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"Sinto-me feliz com minhas realizações, com minha vida e com meus amores, isso me basta e agradeço poder continuar, cada dia mais feliz, não em busca da felicidade, mas em busca da minha paz... A dificuldade não está em prosperar, está em saber o que é próspero..."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amigo...


... de outros tempos te conheço, essa amizade vem de outras datas, tempos remotos onde só cabiam alegrias e sentimento, tempos onde encontrávamos o alívio em poder estar com amigos, ou mesmo estando sozinho, mas se lembrando de que exitem amigos... tempos estes, ao olhar de poucos que presenciaram essa amizade, importantíssimos pro nosso crescimento... tempos estes, ao olhar dos invejosos e solitários, tempo perdido... tempos, para os que admirávam, indispensáveis... tempos que não voltam mais... mas pra nós que vivenciamos... INSUBISTITUÍVEIS...

domingo, 21 de junho de 2009

Ah se essa rua fosse minha...

Se essa rua fosse minha…
Eu pedia proteção.
Pra liberdade que eu tinha
Mas pra qual Deus, não tenho noção

As crianças de rua,
da bola se esqueceu
E a boneca de pano de outrora
Nas fantasias envelheceu,

Se essa rua fosse minha, ah se fosse minha…
Eu podia construir,
Cidades, praças, a casa que aninha
Longe do avião que insiste em destruir

Essa rua é minha
Eu posso escolher
Mas entre o leão e o dragão
Qual cruel opção?

A minha rua tem escola,
Têm prédios em construção,
Tem solidariedade e gentileza
E consciência de cidadão

Pensei que a rua fosse minha
Que deplorável ilusão
A rua é de quem paga
O mais alto tostão!

Quero essa rua pra mim
O que precisa se fazer?
Acabar com curumins
E comprar pra se vender?

Se essa rua fosse minha
Ela não seria só minha
Seria de todo mundo
Que compartilha das dores ao fundo

Qual planalto, qual poder
Quer fazer da minha rua
Longe do meu querer
Seu desejos satisfeitos
os meus sonhos, esses, completamente desfeitos.

Mas essa rua vai ser minha
Porque aqui habita esperança
E os sonhos que eu tinha
Ainda são sonhos de criança.


(Anna Corbo)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Onde vai chegar assim?

Na era do digital, não há uma só pessoa que não concorde com o número de benefícios trazidos pela tecnologia, e, conseqüentemente seu nível de afastamento na relações pessoais.
Internet, televisão, rádio, cinema, telefone...facilitam, e muito, nossas vidas, mas se pensarmos neles como meios de comunicação social, chegamos a conclusão que esse pode ser o começo de uma "sociedade solitária".
Vivemos conectados, recebemos notícias do outro lado do mundo em um minuto, pagamos contas sem sair de casa e disponibilizamos o 'delivery' discando alguns números. Antes, nos deslumbrávamos com a facilidade, hoje somos adeptos à comodiade.
Comodidade essa que nos aproxima da informação e, talvez nos afaste da emoção. Estamos deixando para trás as relações físicas, as pessoas, e trazendo para cada vez mais perto as máquinas. MAS ATÉ QUE PONTO ELAS PODEM NOS SUBSTITUIR?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

AGORA vai ser diferente


" Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar... Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade. "

Salve Salve Carlos Drummond de Andrade!

Quem não pára para ler pensamentos/ frases/ receitas para a felicidade para o próximo ano nessa época que atire a primeira pedra! E eu não poderia deixar de postar esse que pra mim, traduz exatamente o que cada pessoa, por mais diferente que seja, sente com relação ao fim de uma temporada tão clichê quanto o fim de um ano. Não sei dizer ao certo se há uma mudança exata de um dia pro outro, mas acho simplismente mágico o poder de acreditar que existe sim, um dia, em que se nossos desejos forem mais fortes a chance de realização dos mesmos seja proporcionalmente ligada a intensidade da nossa fé ou da esperança de um futuro melhor. E pensando assim, o que seria um futuro melhor se não a busca pela realização de nossos sonhos? Ou seja, querendo ou não, acreditar/rezar/pedir/sonhar é preciso ... não só para que a gente consiga achar que temos o mínimo de controle sobre o que acontece conosco, mas também, e principalmente, para não esquecermos de buscar tudo aquilo que vivemos sonhando para um mundo melhor.

"Para você, desejo o sonho realizado. "
FELIZ 2009.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Corredor...



Fim de tarde, pôr-do-sol, sentimentos. Ele acabara de levantar da cama e decidiu fazer seu exercício matinal rotineiro, que neste momento se tornava diurno. Dia cansativo, trabalho, estudo e dúvidas.

Havia recebido uma função acima de seu potencial e sem saber como se portar nesta situação se pôs diante do problema com os braços cruzados e pernas enlaçadas, demonstrando uma falta de interesse em se abrir para esse novo conhecimento. A verdade é que já estava pedindo as contas, não agüentava mais as falsas obrigações e as cobranças indevidas. Quando resolvem lhe dar algum valor e credibilidade, seu potencial está esgotado.

Resolve voltar para sua casa e continuar com seus estudos. Tese de doutorado perfeita, com argumentos e estudos realizados de forma tão minuciosa que parecia algo inexplicável e inaceitável para aquele rapaz tão, aparentemente, despreparado e sem motivação. Realizado por dentro, mas sem demonstração de seu auto-orgulho. Os olheiros acreditavam e passavam a informação, ele não tem mais jeito, está sobre seu próprio céu, nas nuvens, perdido de seus passos, frases que achavam simplificar o que se passava na vida daquele homem.

Continuava a passar seus dias trabalhando em cada detalhe de sua tese, mais agora que estava desempregado. Sorte ter juntado algum valor proveniente de economias e negações de convites de poucos amigos que restavam para curtir uma balada ou tentar encontrar um relacionamento que pudesse dar um rumo a sua vida tão rotineira e sem sentimentos, considerada assim pelo próprio.

Por vezes tentou se relacionar com mulheres realmente encantadoras, dignas de uma vida impecável. Nunca conseguiu passar de um relacionamento de três semanas. Sentia-se forçado à sentimentos irreais em seu coração. As magoava, as fazia entender, ou até mesmo sumia, sem rastro e sem explicações.

Aos passos em um longo caminho de terra que costumava fazer sua corrida, estava ajeitando seu aparelho de som para que pudesse iniciar a corrida ouvindo suas preferidas músicas clássicas, seu gosto era refinado, tinha este ouvido para música de se arrepiar, chegou a definir Mozart com apenas algumas tentativas de dedilhados no piano preto e comprido que se destacava em sua sala larga e com pouca mobília. Voltando ao momento da corrida, olhando para o eletrônico, se recolocou na postura com os olhos ao horizonte para observar seu caminho à frente. Via de longe uma figura que chamava sua atenção, afinal, era o único, por anos, que se dispunha a ir aquele lugar para por em prática seus exercícios físicos e principalmente recolocar os pensamentos em ordem, binária, mas em ordem. A figura se aproximava, de modo que ele não ousava desviar o olhar, seu desejo em observar todos os detalhes daquele intruso era inexplicável. Viu um corpo fascinante com movimentos cautelosos e firmes, como se já conhecesse o chão onde pisava e realizava atrito, para que a corrida fosse o quanto mais relevante. Observou seu corpo de maneira que jamais esqueceria como definí-lo, pernas, quadris, cintura, busto, face... Mas seu real fascínio foi ao aproximar seus olhares. Olhos azuis, profundos, iluminados, concentrados, mas por algum motivo, ainda não entendido pelo homem, olhar de alívio em vê-lo. A mulher parou, perguntou se sabia onde ele estava e se poderia responder a uma pergunta. Sua resposta foi simples.

-- Se quiser respostas vá com calma, afinal já está na terceira pergunta, posso acabar me confundindo.

Um sorriso surgiu naquele olhar oceânico. Ela estava totalmente perdida. Sem saber como sair da estrada. Havia começado seu percurso por um caminho um pouco diferente e ao retornar desviou da estrada correta. Sem mais demora ele encaminhou a beleza daquela mulher de volta a sua rota, claro, não deixando de conversar e demonstrar um pouco de interesse. Ela havia chegado à cidade há pouco tempo. Não tinha amigos e assim ele aproveitou a oportunidade para convidá-la para um passeio. Dali os encontros se tornaram freqüentes e um relacionamento estava criando laços fortes. Seus sentimentos pela bela aumentavam e quando um mês se completava desde seu encontro, ele não sabia o que fazer.

Com medo deu a desculpa que deveria viajar. Sumiu por duas semanas até não resistir mais aos apelos de sua própria consciência. Ele já implorava por explicações do que sentia sem entender aonde chegaria àquela situação. Foi claro com ela, demonstrou confiança e pediu auxílio. Ela foi solícita, disse que enfrentaria isso com ele, afinal estava apaixonada pelo homem sem sentimentos.

Fim de tarde, pôr-do-sol, sentimentos. Ele acabara de levantar da cama e decidiu fazer seu exercício matinal rotineiro, que neste momento se tornava diurno. Dia cansativo...

Apaixonado, acabara de chegar de viajem com a mulher e seus dois filhos. Passou a noite terminando um relatório que deveria ser entregue na manhã seguinte. Deu um beijo na mulher como fazia todos os dias ao acordar, fez carinho na nuca dos filhos como já de costume, chegou à porta pronto para corrida e disse: EU TE AMO.

Palavras que aprendeu com dificuldade, mas preencheram um espaço vazio em seu coração tão antes amargurado. Com um sorriso no rosto de causar inveja se pôs a percorrer a estrada. Com lembranças, sentimentos e desejos maiores. DESEJOS INTERMINÁVEIS.




"Um ano se passou e os pensamentos estão fluindo. Uma mente cheia de planos e desejos. Um coração cheio de sentimentos e razões."